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No último mês de outubro cumpriram-se 100 anos do nascimento de uma grande lenda do jornalismo, Robert Capa.  Nasceu em Budapeste em 1913. Exilado da Hungria aos dezessete anos em função de seu ativismo estudantil de esquerda, refugiou-se em Berlim. Como não tinha dinheiro, trabalho nem conhecimentos de alemão, utilizou a sua câmera para ganhar a vida. A sua valentia fez com que ele presenciasse muitas batalhas em primeira linha. Jogando-se de paraquedas ou arrastando-se pela praia junto com a primeira leva de soldados, conseguiu documentar cinco das principais guerras do século XX.

Com as fotografias de Endre Ernö Friedmann, mais conhecido  como Robert Capa, são captados os acontecimentos mais decisivos da primeira metade do século XX. Desde aquela que mostra um fervoroso León Trotsky durante uma conferência em Copenhague sobre a história da revolução russa, em 1932, até a série de fotografias que mostram o clamor popular em Paris, com crianças e adultos com o punho levantado, após a criação do Governo da Frente Popular, em 1936. Durante aqueles anos, o jovem Friedmann conheceu outros grandes fotógrafos do século: Henri Cartier-Bresson e David Seymour, com os quais logo criaria a lendária agência Magnum.

Magníficas também são suas imagens sobre a Guerra Civil espanhola, onde perdeu a sua incansável companheira e também fotógrafa, Gerda Taro, que faleceu após ser atropelada por um tanque. Mas o incansável Capa continuou percorrendo este país dilacerado, fazendo aquela que é a mais famosa de suas fotografias, a morte de um miliciano que cai abatido no cerro Murciano em setembro de 36.

Após o fim da guerra espanhola, transferiu-se à China onde retrata os primeiros enfrentamentos entre a China e o Japão. Mais tarde, com a II Guerra Mundial, juntou-se às tropas aliadas conseguindo retratar o desembarque destas na Sicília e o desembarque da Normandia. Logo chegaria à liberação de Paris, onde fotografou o general de Gaulle saudando o povo. Pouco depois, foi para a Palestina onde fotografou a chegada de centenas de sobreviventes judeus da Europa que se dirigiam ao recém-nascido Estado de Israel.

A sua inquietude o levou, anos depois, ao sudeste asiático, novo cenário de conflitos entre grandes potências mundiais. Ali fez a sua última fotografia, uma estrada de Thai Binh na Indochina (atual Vietnã) no dia 25 de maio de 1954. Neste mesmo dia, Capa pisou uma mina que acabou com a sua vida.

“Se a imagem não é boa, é porque você não está perto o suficiente” era seu lema.

 

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