Quando se lê informações sobre Zorba o Grego, o que mais chama a atenção é a definição romântica de sua trama: esse caminho que empreende seu protagonista, interpretado por Alan Bates, que deixa de ser um mero observador da vida para se tornar um protagonista autêntico e intenso de seus dias. É um romantismo vital, representado pelo incombustível Zorba de Anthony Quinn que com certeza muitos já estiveram, com alguma frequência, em busca dele durante as férias.

É essa necessidade de engolir a vida que nos chega depois de um ano inteiro de trabalho, de rotinas, de obstáculos, de vazios ou inclusive de meses de felicidade que, no entanto, precisam de perspectiva para ser desfrutados plenamente. Todos precisam em suas vidas de um Zorba que, de vez em quando, nos convide a mudar de mentalidade e impregnar-nos de vida.

E se há uma música que inevitavelmente nos leva a pensar na Grécia, essa é sem dúvida o sirtaki e sua versão mais internacional, a destes dois protagonistas na praia ao terminar o filme, esse “ensina-me a dançar”. Nem o fato de as imagens serem em preto e branco evita que esta cena do filme nos encha de alegria, de vontade de pegar a mala e sair correndo para o aeroporto e tomar o primeiro avião com destino a Creta e, finalmente, sentir-se como eles. E ainda por cima não precisamos nem tirar o terno, nem fazer a barba… em Creta tudo parece tão fácil!

Suas praias de areia branca, suas pequenas aldeias, a amabilidade das suas gentes e sua rica gastronomia, nos fazem esquecer completamente que estamos na maior ilha da Grécia, em pleno século XXI, e nos transporta a tempos passados muitos mais sossegados, sem o estresse que a vida moderna nos inculca diariamente, fazendo com que nos sintamos donos do Egeu.

Mas como qualquer romantismo vital tem suas desvantagens, também podemos encontrar em Creta fantásticos hotéis e resorts com todas as comodidades, para que nossa viagem à ilha seja a melhor seleção de cada um destes dois mundos.