É como se um barman doido tivesse introduzido em sua coqueteleira os mais diversos ingredientes sem nenhum tipo de critério, dando como resultado uma combinação deliciosa e explosiva, assim se mostra Salvador capital da Bahia ao visitante.

A cidade brasileira é um coquetel de fachadas arco-íris, ruas empinadas, ritmos latinos e africanos, e centenas de igrejas convivendo com as mais arraigadas crenças iorubás. Como se estivéssemos observando tudo através de um caleidoscópio de fantasia.

Tanta alegria no presente choca com um passado de raízes bastante escuras. Escura como a pele dos escravos africanos que, trazidos em massa para o cultivo de cana-de-açúcar, tornaram-se os verdadeiros pilares de sustentação do crescimento deste importante centro econômico do Brasil colonial.

O centro histórico da cidade é um desfile colorido de casarões pintados em tons pastel e pontilhados por igrejas e outros edifícios dos séculos XVI, XVII e XVIII. A título de curiosidade essa parte da cidade é conhecida como o Pelourinho, nome que provém da grande coluna de pedra que havia antigamente no centro das praças para castigar os escravos.

Declarado Patrimônio da Humanidade no ano de 1985, o Pelourinho de Salvador é o lugar onde a Europa e
a África se fundem perfeitamente criando um mosaico de culturas inigualável.

Entre os atrativos desta zona destaca-se a Catedral Basílica, a Igreja de São Francisco e o Mercado Modelo, em cujo subsolo os escravos antigamente eram armazenados antes de serem leiloados, e onde hoje encontramos uma infinidade de bancas de souvenirs e artesanatos. Muito perto dali, o Elevador Lacerda nos permitirá desfrutar das melhores vistas da baía.

E se há uma data em que a cidade verdadeiramente explora, é durante o Carnaval da Bahia, considerado um dos mais importantes do mundo. Se nossa intenção for viajar, então teremos que estar preparados para compartilhar a festa com milhões de pessoas que durante esses dias invadem a cidade de Salvador para desfrutar dos desfiles.