Embora injusta, é a imagem viva do México. Traje de charro enfeitado com bordados vazados de camurça e abotoaduras de metal, prata ou aço. Geralmente Branco ou Preto. Chapéu amplo artesanal, botas e violões, violinos, viola, violão grande mexicano, arpas e metais. E com um vozeirão estrondoso, começam a soltar rancheras, corridos, sones e valsas para deleite do público.

Ou de forma privada, cantam para você ou para homenagear outras pessoas. Um verdadeiro presente para animar comemorações ou eventos festivos. Hoje em dia muitos dos grupos ainda se amontoam nas praças das cidades, à espera de alguém que precise de seus serviços. Sem dúvida é um bom atalho para as conquistas.

O México é muito grande para ter homogeneidade em sua música e esta, a dos Mariachis, proveniente de Guadalajara (Jalisco), não pode, mesmo que tente, representar um país inteiro. Mas eles souberam, como as Sevilhanas na Espanha, apropriar-se da imagem. No entanto, é preciso reconhecer que a presença deles é fantástica.

Fazem parte da cultura popular, tão estendida a outros países como Venezuela, Colômbia ou El Salvador. Inclusive me atreveria a dizer que faz parte do subconsciente, pois quando começam não é difícil acompanhar a letra: sigo siendo el rey, cucurrucucu paloma, si nos dejan, contigo aprendí… não é verdade que lhe é familiar? Pois comece a cantar já porque… os mariachis já chegaram!